quinta-feira, 1 de maio de 2008

Brisas...

A brisa é o anúncio do vento.
O vento, por sua vez, é o da ventania.
E esta, por sua vez, da tempestade.
A tempestade avisa a chegada do furacão.

Mas aquela borboleta que bateu as asas no Japão, cínica e imprudente, crente que teria apenas que continuar borboleteando de flor em flor, sem olhar onde nem de quem eram as flores, bateu tanto suas asinhas afoitamente que o mundo girou e ela ficou. A brisa-vento-ventania-tempestade-furacão acabou por esmagar a pobre borboletinha na parede.

E tudo que se viu foram asas.

E o homem ainda não sabe como tirar a mancha que perturba sua vista da janela.....

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Verborragia

Ser verborrágica, estar verborrágica.

A verborragia é uma constante, e eu, como um ser metamorfosicamente inconstante volto para onde não saí, vinda de todos os lugares onde nunca estive. Falo, aqui, das coisas que nunca falei e preferi viver. Ainda talvez sobre devaneios clássicos de uma alma arcaica num corpo (já não tão) contemporâneo assim.

Vomito, choro, corro, grito, beijo, possuo, defenestro, compro, pago pra ver.
Cheiro, enlaço, cuspo, perfumo, rasgo, como, bebo, agarro,prendo, ligo a tv.

Enquanto acendo um cigarro...

O que é a "persona" de um texto senão a própria pessoa acovardada pelos padrões de comportamento e acorrentada em expectativas alheias sendo ela mesma?!

Faço dessa verborragia meu lugar. Chega de alterofagia! Viva a auto-fagia!